quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A imagem e suas nuances na obra de Crispim Campos

Para quem ainda não conhece salta aos olhos a singularidade da obra poética, tornada imagem, pelo artista Crispim Campos. Pintor vindo de Franca, cujo padroeiro é São Crispim, este artista cruzou mundos e fronteiras, a mais recente delas de Campinas – SP para Catalão – GO. Além de artista, psicólogo, professor, Crispim é um militante da causa da deficiência. Após passar cerca de 15 anos sem pintar, ao cruzar a fronteira e aportar em terras catalanas o vigor, a energia e franqueza de suas obras voltou a ocupar sua vida. O artista busca no primitivo, na religiosidade, no simbólico, na cultura, no urbano, no mar (também primitivo) suas referências. Expõe-se também a figura feminina em várias e diversas formas, contornos, silhuetas, insinuações. O cotidiano das ruas da cidade é também um de seus temas. Mas, nessa nova fase, expressa também sua experiência/vivência com a deficiência. Utilizando a técnica da monotipia o artista, muitas vezes, espanta-se com as imagens que ali aparecem e expressam um momento de outra fase. Suas telas revelam encontros/desencontros e possibilidades, mais ainda um olhar interno de quem percorreu um longo trajeto e volta ao estado natural(anti) de relacionar-se com o mundo e exprimi-lo em forma de linguagem plástica.

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