A sensação que temos quando chegamos aqui é que o espanhol come muito. Os horários são diferentes dos nossos e, por exemplo, quando já vamos almoçar por volta de 11:30 ou 12:00 os espanhóis comem um bocadilho, que pode ser metade de um baguete recheado com “jamon” que é uma espécie de presunto cultuado por eles.
O almoço só começa a ser servido por volta das 13:00 , e tem primeiro, segundo, terceiro prato e para finalizar um café. Respeitando esses horários as lojas dos bairros que só abrem depois das 9:00, fecham-se por volta das !4:00 e só são reabertas por volta das 16:30, funcionando em geral até as 20:00 hs. Para beber sempre uma boa cava, e também vinhos muito bem avaliados. Aqui come-se também muito pão, cujas receitas são variadas e saborosas.
As vitrines das “panaderias” são verdadeiros espetáculos para os olhos e para o paladar. Receitas antiqüíssimas de doces, merengues, quintadas são mantidas principalmente em lojas da cidade velha.
Os peixes também são muito consumidos aqui e a paella de marisco a mim me pareceram as mais saborosas. O bacalhau que provamos num restaurante chama La Taverna, foi especial, pois servido com uma espécie de ratatouille (verduras com molho vermelho). O restaurante também é muito interessante, uma espécie de museu da publicidade. Apresento aqui uma delas, na qual o dragão vencido por São Jorge(padroeiro da cidade), aparece mais uma vez.
Creio não ser por acaso que o cozinheiro número 1 do mundo chamando Ferran Adrià vive em Barcelona. Seu restaurante “El Bulli” foi recentemente fechado e a Folha de São Paulo lhe dedicou uma enorme matéria. Para muitos Adrià faz com a comida o que Gaudi fez com a arquitetura, uma revolução em nossos sentidos e percepções. Pena que, com certeza, jamais desfrutarei desse prazer! Pelo menos pude desfrutar um pouco dos temperos, cheiros, sabores, cores da comida da Catalunha.

